Certamente, o Egito é um país conhecido por sua antiga história. A maioria de nós sonha em conhecer as tão famosas pirâmides, desde as aulas de história, lá no ensino fundamental. Mas poucos sabem, incluindo eu, o que aconteceu no Egito desde a época das pirâmides até agora. Eu tive a chance de conhecer esse país recentemente, e vou contar um pouco do que eu amei e odiei por lá.

Vamos começar pelo visto. A maioria das nacionalidades precisam de visto para entrar no Egito. Enquanto alguns esforços estão sendo feitos para criar um sistema online, ainda se compra o visto no próprio aeroporto de chegada. O visto custa 25 dólares americanos (ter dólares ajuda nessa hora, mas eles também aceitam euros e outras moedas comuns). Você compra o adesivo (visto), cola em uma página do passaporte e passa normalmente na imigração.

Meu roteiro no Egito foi Alexandria, Luxor, Cairo e volta pra casa. Entrei por Alexandria, que já foi um caos, aeroporto completamente desorganizado, com as pessoas furando a fila da imigração, e se matando para pegar a mala da esteira antes do outro. Antes de sair do desembarque você precisa passar pela alfândega, mais uma fila caótica. O wifi do aeroporto não estava funcionando, era madrugada, impossível de achar um transporte público. Queríamos chamar um Uber, portanto, tivemos que usar o roaming da Irlanda. Depois de algumas tentativas, conseguimos achar o motorista. Nosso hotel ficava a mais de 50Km do aeroporto e o Uber custou menos de 10 euros.

No Egito, troca-se dinheiro no banco, vi pouquíssimas casas de câmbio por lá, sendo mais específico, vi uma em Cairo, depois de muito procurar. Mas os caixas eletrônicos estão em toda parte, conseguimos sacar libras egípcias facilmente, 1 euro equivale a aproximadamente 20 libras egípcias. O que ajudou muito na viagem foi comprar um sim card local, existe Vodafone no Egito. Um sim card + 2.5gb de internet custou em torno de 2 euros. Todos os lugares turísticos dão 50% de desconto para estudantes, com carteirinha de estudante internacional. Então, o que já é barato, fica pela metade do preço.

Alexandria é a segunda maior cidade do Egito, portanto caótica. Eu adorei conhecer a Cidadela de Qaitbay (construída onde era o farol de Alexandria) e a biblioteca (moderna, construída onde era a antiga biblioteca). Embora a costa seja do mar mediterrâneo, eu achei o mar bem agitado e com bastante vento. Alguns hotéis resorts no norte parecem ser melhores para tomar banho de sol/mar, então, fica a dica. A maioria das praias são pagas, o preço varia de 20 centavos até 5 euros.

Luxor abriga boa parte dos templos da história antiga do Egito, incluindo templos e catacumbas de faraós. O ápice da visita a Luxor ficou por conta de um passeio de balão ao nascer do sol, com vista para os templos e para o rio Nilo. Fiz o passeio com essa empresa e recomendo. Vale muito a pena a visita ao templo de Luxor, ao templo de Karnak e ao vale dos reis. Não deixe de jantar no restaurante Sofra, comida e ambientes típicos com ótimo atendimento. Fiquei hospedado no Happy Land Hotel, que foi o melhor hotel do Egito, com direito a translado do aeroporto e café da manhã, pagando menos de 5 euros.

  

Cairo é a maior cidade do Egito, mas o ponto alto da viagem certamente são as pirâmides de Gizé. O complexo é realmente incrível, com destaque para a grande pirâmide, que se pode visitar internamente, com um bilhete extra. O número de bilhetes é limitado, porém, como o turismo está em baixa no Egito, foi fácil de conseguir. Além das pirâmides de Gizé, existem mais pirâmides, como a de Djoser e a pirâmide vermelha. A cidadela do Cairo também vale o passeio, lá você pode visitar a mesquita de Mohamed Ali, um das mais importantes do país. Não deixe de visitar o mercado Khan el Khalili.

Lendo assim, tudo parece tranquilo no Egito, porém, as coisas por lá não estão em seu melhor momento. O turismo está totalmente em baixa, quase não se vê atrações e turistas pelas ruas, possivelmente por causa dos conflitos com o oriente médio. A corrupção no Egito também é altíssima, resultando em mais pobreza. Isso faz com que os egípcios queiram explorar cada turista que eles veem, eles imploram para te vender qualquer coisa ou serviço. Mesmo que você diga que não um milhão de vezes, eles vão continuar tentando, tudo em troca de algum dinheiro. Se algum monumento não pode ser fotografado (como o interior das catacumbas ou da grande pirâmide), certamente o oficial que está encarregado vai ser gentil o suficiente para lhe dizer que você pode tirar fotos, obviamente em troca de algum dinheiro. Quando eu achei que já tinha visto de tudo e estava embarcando de volta para Europa, um atendente do aeroporto de Cairo me ajudou com as mochilas no raio x e em seguida me pediu dinheiro.

Revisado por Paula Machado em 6/7/2017